19 de março de 2012

(D)evaneios'



Não há palavras que descrevem um vazio que há em mim agora.
Acho que eu deveria aprender, a saber, superar e esquecer a sensação de dor, sofrimento, ansiedade, e falta.
Acho que eu não precisava me vincular tanto a um sentimento ao qual fui correspondido a meio termo, ao qual eu nutri por ser algo espontâneo e natural de meu ser.
Estou prestes a odiar o amor e tudo que este relacionado a ele.
Acho que ninguém merece ter em peito o que estou sentindo agora.

Me assusto quando lembro que quando alguém domina o seu pensamento de uma forma dominante como uma fumaça que preenche todo um espaço vazio,  é assustador pensar que a nossa mente vincula seus paradigmas em alguém e não te deixa espaço para outros tipos de pensamento, este alguém envereda por todo um dia e a noite provoca os sonhos mais inimagináveis e nunca ocorre o esquecimento.
As perguntas se formam dentro de mim... E nunca acho respostas para elas.
Perguntas complexas que formam camadas de emoções, devaneios, tristezas, desejos camuflados e etc... 
isso é obsessor e nunca há verdadeiras pausas, é uma correnteza de sensações e comportamentos não habituais, a mente adquiri vontade própria, flashbacks deste possível alguém, que nos faz rir, que nos faz olhar para o outro lado, para o nosso lado mais egoísta.

ironias contrárias dentro de um ambiente intelectual. É um reflexo natural, a mente poluída de ânsias, de segredos obscuros, tudo é retido e remetido em algum momento, mas a dor de um vazio não é o fim de uma vida.
assim só vive quem quer, isso apenas fica entre o sensato ou o alternativo.


Vocabulário:
Amor : Ausência de Morte.

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