Meu coração já quebrou inúmeras vezes, e ao longo de um curto tempo eu aprendi a recolher seus pequenos fragmentos e tive forças para recomeçar.
Hoje acredito que ele esteja calejado, mas tenho medo de me ferir novamente, talvez seja apenas meu escudo, mas eu sinto que é inevitável.
Às vezes tenho medo de meus pensamentos, muitas vezes isso dói e é desconfortável, mas, principalmente perto daquele anjo caído.
Ainda tenho convicção do que sinto por dentro, e tenho discernimento que já arranquei muita coisa de mim, mas, por que este anjo que cai causa tanta insegurança? Creio que é uma pergunta retórica, talvez eu saiba a resposta e não queira admitir algo, mas, creio que não, tudo está claro e não há mais dúvidas e nem prelúdios. Talvez com o tempo nos acostumássemos com o improvável, e realmente não nos deixamos cair novamente em um poço profundo de essências que corroem nossa estrutura singular, aquela estrutura que temos certeza que se entregarmos em mãos erradas podemos nos prejudicar, mas se não arriscarmos não podemos aprender como fortalecer-nos cada dia, cada momento ou cada fato atuante em perplexas abstinências.
sentimentos de perda não nos fazem ficar ao chão, mas sim nos fazem levantar e acordar para lutar por o que é nosso, mas só podemos lutar por aquilo que queremos se estivemos com a certeza de que se vale a pena lutar por aquilo que pode ferir nosso coração ao dar um simples passo para trás e distante de nossos olhares dizerem ADEUS.



