18 de março de 2012

Confissões de um ser volátil



Mas então eu vi você.
Ah, como eu queria não ter visto! 
Como eu queria não ter lembrado da sensação de esquecer do oxigênio! 
          Deletei a frase, mesmo achando impossível deletar alguma coisa da mente como num computador.
 E alguns dias depois, quando eu criei coragem e falei com você, consegui não ser idiota. Você não tem idéia do que é isso, não é? Se soubesse o que eu passo por sempre falar alguma coisa inapropriada quando eu menos quero, acharia lindo a minha façanha. Eu consegui ser simples, consegui não reclamar de nada, não falei palavrões, nem expus minhas inseguranças. Um desafio vencido. E então você começou a me falar 'oi'. Talvez você se sentisse assim: com medo de ser engolido pela minha arrogância, ou de admitir alguma coisa presa. Eu fujo dos seus olhos, mas depois me lembro de como queria que eles olhassem pra mim. 'Oi', 'tchau' um sorriso, nossos diálogos não se expandem, mas nossos sorrisos, sim.

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